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Ficha de anamnese para tatuagem: modelo grátis em PDF e o que perguntar

· 7 min de leitura

A ficha de anamnese é o papel que o cliente preenche antes de tatuar, contando o que o tatuador precisa saber sobre a saúde dele: alergias, remédios que toma, problemas de cicatrização, gravidez. Parece burocracia, mas é ela que evita uma reação séria na maca e protege o estúdio se algo der errado depois.

Neste guia você vê o que não pode faltar na ficha, quando pedir para o cliente preencher e como guardar esses dados do jeito certo. E pode baixar grátis o nosso modelo em PDF, com ficha de saúde e termo de consentimento, pronto para imprimir.

Baixe a ficha grátis

Para que serve a ficha de anamnese

Anamnese é a palavra que a área da saúde usa para a entrevista inicial com o paciente. Na tatuagem, ela cumpre três papéis:

O que perguntar na ficha

Uma boa ficha é curta o bastante para o cliente preencher em cinco minutos e completa o bastante para não deixar nada importante de fora. Divida em quatro blocos.

1. Dados do cliente

Nome completo, data de nascimento, CPF ou RG, WhatsApp, e-mail, endereço e um contato de emergência. A data de nascimento confirma a maioridade; o contato de emergência parece exagero até o dia em que alguém passa mal.

2. A tatuagem

Local do corpo, tamanho aproximado, descrição do desenho, nome do tatuador, data da sessão e se é cobertura de outra tatuagem. Esse bloco registra o que foi aprovado e evita o "não era isso que eu pedi".

3. Saúde

Perguntas de sim ou não, com espaço para detalhar. O nosso modelo traz estas:

PerguntaPor que importa
Alergias (remédios, anestésico, látex, pigmentos, metais)Define luvas, pomadas e tintas que podem ser usadas.
DiabetesPode afetar a cicatrização e o risco de infecção.
Pressão alta, problema cardíaco, marca-passoSessões longas e dor mexem com a pressão.
Problema de coagulação, anticoagulante ou AASMais sangramento atrapalha a fixação da tinta.
Isotretinoína (ex.: Roacutan) nos últimos mesesDeixa a pele mais sensível e frágil.
Epilepsia, convulsões ou desmaiosO tatuador precisa saber como agir se acontecer.
Queloide ou dificuldade de cicatrizaçãoPode mudar o local, o tamanho ou a decisão de tatuar.
Doença de pele ou pinta no localNão se tatua sobre pele lesionada nem sobre pinta.
Doença infecciosa transmissível pelo sangueReforça os cuidados de biossegurança, que já valem para todos.
Imunidade baixa, quimioterapia, corticoideAumenta o risco de infecção.
Gravidez ou amamentaçãoA maioria dos estúdios não tatua nesse período.
Álcool ou outras drogas nas últimas 24 horasAfeta o sangramento e a capacidade de consentir.
Reação em tatuagem anteriorO melhor indicador de como a pele vai reagir.
Se alimentou nas últimas horasTatuar em jejum aumenta a chance de queda de pressão.
A ficha não diagnostica nadaEla serve para o tatuador saber quando parar e pedir que o cliente converse com o médico antes. Diante de qualquer dúvida de saúde, a liberação médica vale mais que a vontade de não perder a sessão.

4. Termo de consentimento

É a parte que o cliente assina declarando que as informações são verdadeiras, que aprovou o desenho e o local, que foi avisado dos riscos (dor, inchaço e, mais raramente, alergia ou infecção) e que recebeu as orientações de cuidado. O modelo também traz:

Quando pedir para o cliente preencher

O ideal é antes do dia da sessão. Quando o cliente preenche só na hora, qualquer resposta que exija cuidado (um remédio, uma alergia) vira um problema com a agenda já travada. Duas formas que funcionam:

E uma regra que muita gente esquece: ficha nova a cada tatuagem. A saúde muda. Quem não tomava remédio nenhum há um ano pode estar tomando hoje.

Ficha em papel ou digital?

PapelDigital (formulário ou PDF)
PreenchimentoNa hora, no estúdio.Antes, pelo celular do cliente.
AssinaturaÀ caneta, simples.Precisa de assinatura eletrônica ou impressão.
GuardaPasta trancada, ocupa espaço.Pasta protegida, com acesso controlado.
RiscoPerder, molhar, alguém ler.Vazar se ficar em conta sem senha forte.

O nosso modelo funciona dos dois jeitos: imprima frente e verso, ou abra o PDF no celular e preencha com um aplicativo de PDF.

Ficha de anamnese e LGPD

Pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), informação de saúde é dado pessoal sensível, a categoria que exige mais cuidado. Na prática, para o estúdio:

  1. Peça só o necessário. Cada pergunta da ficha precisa ter um motivo ligado à segurança da tatuagem.
  2. Deixe claro para que serve. O termo deve dizer por que o estúdio guarda os dados, e o cliente assina essa parte separadamente.
  3. Restrinja o acesso. Ficha em papel fica em gaveta ou arquivo trancado. Ficha digital fica em pasta com senha, nunca em grupo de WhatsApp da equipe nem no rolo da câmera do celular de todo mundo.
  4. Defina por quanto tempo guarda. Pergunte à vigilância sanitária do seu município o prazo mínimo e, depois dele, descarte do jeito certo (fragmentar o papel, apagar o arquivo).
  5. Atenda o cliente que pedir. Ele pode pedir para ver, corrigir ou apagar os dados, respeitados os prazos de guarda que a lei exige.
ImportanteEste guia e o modelo são uma referência geral e não substituem a orientação da vigilância sanitária do seu município, de um advogado ou de um profissional de saúde.

Organize o atendimento em volta da ficha

A ficha é a última etapa de um caminho que começa bem antes: o pedido de orçamento, a conversa sobre o desenho, a data marcada, o sinal pago. Quando esse caminho está espalhado em conversas soltas, a ficha é a primeira coisa a ser esquecida.

O Hefa CRM organiza esse caminho: o WhatsApp do estúdio integrado, cada cliente num card com o estilo, o valor e o sinal, e cada tatuador com o próprio login, com verificação em duas etapas e tratamento de dados de acordo com a LGPD. Veja também o que um sistema para studio de tatuagem precisa ter.